Título: Sete Vidas
Autor: Mônica e Monique Sperandio (Nacional)
Páginas: 204
Editora: Underworld
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Aprilynne “April” Hills, é uma garota-problema. Rebelde, teimosa, gosta tudo de seu jeito. Ela é órfã, e como ainda é menor de idade mora no orfanato Joy Lenz. Onde sempre arruma problemas, junto com suas amigas-irmãs Claire, uma menina fofa, charmosa, calma, mas pisa em seu calo! Ela acaba com você em um piscar de dedos – muitas vezes durante a leitura, ri demais com ela, a achei meio bipolar, mas amei! – e Kaleigh, uma menina meio menino, era a mais rebelde, seu coração é puro e tão doce que ela te conquista. No orfanato também tem a diretora, uma bruxa, mas possui um bom coração (estranho isso não!?).
Tudo começa quando as três meninas perdem um jogo de Poker contra a Angelique – minha personagem favorita – e suas seguidoras. Elas precisam ir para a floresta e ficar por lá durante uma hora. Só que algo acontece, e as meninas acabam se separando. April acaba sendo perseguida por um animal que odeia: gatos. Sendo assim para fugir deles pula dentro de um lago, nele encontra uma menina morta. E a partir daquele dia tudo muda. Ela começa a ter desmaios e alucinações. E quando isso a acontece ela sonha com uma deusa egípcia, e a sua vida. Com o decorrer das visões ela descobre coisas que a surpreende, que não compreende. Ela começa a procurar por respostas. Durante a procura, adquiri poderes que a ajuda a solucionar o mistério. Junto com Ian, um menino que ela odiava que a maltratava quando freqüentava a escola. Mas que na noite do acidente no lago à salva, e no decorrer da história um amor começa a nascer.
Para ser sincero, em momentos amava a April, em outros a odiava. Contudo, ela tem 16 anos. Então é normal errar. Mas amei como ela foi desenvolvida, a sua personalidade. Forte, batalhadora, e hilária. Há uma parte do livro que ela fala que vai aproveitar os poderes que ela possui, e não vai apenas nega-los como as protagonistas fazem (Vou confessar que nessa parte eu morri de rir – o quote dele está no fim do post). Outro ponto, é que na história ela é americana, mas em certas partes a achei meio brasileira, pelo seu jeito de ser, e algumas por algumas falas.
Achei maravilhosa a cultura que a Mônica e a Monique adotaram. Cheia de mistérios, lendas. E também é algo que eu nunca visto. Mas acho que elas poderiam ter se aprofundado mais na história egípcia. Alguns personagens precisavam ser mais explorados. Como ter um passado.
O desenvolvimento da história foi excelente, com uma ótima narração e deixando-nos curiosos, desejando saber o que aconteceria ao virar a página. É um livro que me deixou nervoso ao ler. Meu coração chegou a acelerar enquanto lia cenas de suspense. Elas deixaram vários questionamentos (que não posso revelar se não será spoiler) que podem ser abordados no segundo livro. Muitas dúvidas.
Agora falando da revisão, não gostei. Acho que a editora podia ter tido uma revisão melhor. Erros gramaticais, de concordância e alguns de digitação. Falei isso também com as gêmeas, e elas concordaram, e disseram que estão trabalhando para consertar os erros.
Esse livro é simplesmente mágico. Uma cultura que nunca ouvi falar, e nem nunca li.
Como todo livro há seus pontos positivos e negativos. Super recomendado, uma leitura tranqüila. A narração não é cansativa, e você não vê a diferença de escrita entre Mônica e Monique. Elas conseguiram manter o texto na mesma voz.
Antes de escrever essa resenha conversei com as gêmeas, e contei o que eu achava. Elas foram super simpáticas e aceitaram tudo que eu disse. Obrigado meninas! Isso sim que é ser autor: aceitar às criticas para melhorar, e não apenas as ignorarem.
Agora que venha o segundo volume! Estou super curioso para ler! Quero saber o que acontecerá nessa fantástica história!
- Confira o Primeiro Capitulo.
- Confira também o Book Trailer
– Tem algo que você queira nos contar, Aprilynne? Porque se tiver tudo bem, nós estamos prontas pra ouvir não é, Claire?
– É – respondeu Claire, aparentemente insegura.
Se havia algo que eu queria contar a elas? Ah, e como!
Há uma garota morta no lago, embora alguns policiais incompetentes não a tenham encontrado, e tem esse garoto que eu simplesmente odeio, Ian, que salvou minha vida, mas continua sendo o maior babaca do mundo. E ainda me acha louca.
Mas dizer tudo isso estava fora de questão. Portanto, apenas chacoalhei a cabeça negativamente.
– Nuru nunca terá você. Pode ter seu corpo, mas sua alma está comigo.
– Sim – Bastet concordou, porque era a verdade mais pura. – E além da minha alma você também tem meu coração. Para sempre.
– Para todo o sempre. – Assim, grudou seus lábios nos dela.
“… Tudo bem, essa coisa toda de garota afogada e pessoas tentando me matar eram bem assustadoras, mas eu gostava dos meus poderes. Eu não era como aquelas garotinhas bobas de livros ou filmes que ficavam negando seus poderes, achando que isso é uma naldição. Não é. é um presente que me fazia ser diferente. E eu gostava do diferente. Diferente era bom.”

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